





Reportagem exibida nesta sexta-feira (13) pelo Bom Dia Brasil, da TV Globo, repercutiu as medidas tomadas pelo Governo Federal para tentar reduzir o preço do óleo diesel. Na quinta (12), o presidente Lula zerou os impostos federais Pis/Cofins sobre o diesel e assinou medida provisória para pagar uma subvenção a produtores e importadores de diesel para reduzir o valor do combustível. O governo acredita que essas duas ações resultarão em uma queda de R$ 0,64 centavos no litro do diesel nos postos.
Como representante nacional dos interesses dos caminhoneiros autônomos, a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) foi ouvida pela reportagem e avaliou as medidas do governo como necessárias, mas pontuou que a queda no valor do diesel não será imediata tal como foi o aumento nas bombas. Em vários estados, os reajustes nesta semana se aproximaram de R$ 1 por litro. Como houve aumento maior que 5% no custo do combustível, a Lei 13703/2018 do piso mínimo de frete estabelece aumento na planilha de custo. Seguindo isso, a CNTA ressaltou que o piso deve ser reajustado na segunda-feira, conforme informação apurada junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), e que o caminhoneiro não pode absorver esse reajuste do diesel, que deve ser repassado no valor do frete.
Além disso, o assessor de Relações Institucionais da CNTA, Alan Medeiros, pontou à reportagem que não há uma certeza de que a redução total de R$ 0,64 centavos no litro do diesel chegará de forma integral às bombas, isso porque existe uma cadeia de distribuição do combustível que pode reduzir o valor descontado pelo governo.
Reunião com o Governo Federal
Também nessa sexta-feira, a CNTA, junto de outras entidades de representação dos caminhoneiros, participou de reunião com a Secretaria-Geral da Presidência da República, Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria Nacional de Proteção ao Consumidor e Ministério dos Transportes. Foram cobrados: o reajuste do piso mínimo de frete, conforme entendimento da ANTT; maior fiscalização nos postos quanto à alta dos preços nas bombas; a criação de canal de comunicação direta com o governo para denúncias sobre aumentos indevidos no diesel ou não aplicação dos descontos repassados pelo governo; diálogo com governos estaduais para redução de impostos cobrados nos estados sobre o litro do diesel, entre outros. Segundo o Governo, todas as cobranças e questionamentos serão discutidos internamente, e será mantido diálogo com as entidades.