





A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) vem desempenhando importante papel nas discussões da Câmara Temática de Assuntos Veiculares, Ambientais e Transporte Rodoviário (CTVAT), do CONTRAN, sobre a proposta de ampliar a circulação de Combinações de Veículos de Carga (CVCs) de até 91 toneladas para o transporte de cereais.
Em reunião extraordinária da CTVAT convocada para discussão sobre o tema, a CNTA identificou fragilidades na proposta, que extrapola o pleito inicial do setor cerealista e propõe um regime mais abrangente, aplicável a diferentes atividades econômicas vinculadas a polos geradores de tráfego, mediante Autorização Especial de Trânsito (AET). A CNTA alerta que a proposta de ampliação do transporte de cargas em CVCs de até 91 toneladas exige maior aprofundamento técnico, especialmente porque não se limita ao segmento cerealista.
Entre os principais questionamentos levantados pelo representante da CNTA na reunião, estão a ausência de avaliação dos resultados práticos das CVCs de 91 toneladas no setor canavieiro que justifiquem a adoção em outros setores, a falta de delimitação objetiva dos polos geradores de tráfego, a retirada do limite fixo de percurso de 80 quilômetros, a possibilidade de elevar a velocidade máxima de 60 para 80 km/h e a revogação dos parâmetros regulamentares de estabilidade contra tombamentos.
A CNTA defende que a modernização do transporte rodoviário não pode ocorrer sem fundamentação técnica consistente, critérios objetivos de segurança e avaliação dos impactos sobre a infraestrutura e os transportadores.
A atuação da entidade busca assegurar que decisões com repercussões para todo o setor sejam tomadas com responsabilidade, transparência e segurança jurídica, preservando os interesses dos caminhoneiros autônomos e dos demais usuários das rodovias brasileiras.